Gestores regionais participam de reunião do Programa Trabalho Seguro no TST

O Desembargador Welington Peixoto, coordenador regional do Programa Trabalho Seguro, e a juíza Mânia Pina, gestora regional do programa, participaram no dia 22/8 da reunião de gestores nacionais e regionais do Programa Trabalho Seguro na sede do Tribunal Superior do Trabalho.

O Encontro discutiu as ações em desenvolvimento nos regionais trabalhistas quanto ao cumprimento das metas programadas para 2017, que priorizam a promoção da saúde mental de seus próprios magistrados e servidores. O TRT 18 apresentou as ações já realizadas e aquelas programadas, como a capacitação realizada em maio com o tema Assédio Moral no Trabalho, e o V Seminário sobre Trabalho Seguro, programado para o dia 31 de outubro, em parceria com a Escola Judicial.

Assédio organizacional – O evento contou com palestra do psicólogo do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Bruno Farah, que apresentou os projetos em desenvolvimento em alguns regionais trabalhistas para a identificação e prevenção do que o profissional chama de “assédio organizacional”. Segundo ele, a depressão ocasionada no ambiente de trabalho não demonstra falta de adaptação, mas falta de sentido. “Esse sentido só se produz coletivamente, por meio de uma governança participativa”, alertou.

No final do dia, o psiquiatra francês Christophe Dejours, considerado o pai da abordagem denominada psicodinâmica do trabalho, apresentou os resultados de sua pesquisa realizada com magistrados. De acordo com ele, a principal causa de sofrimento e adoecimento psíquico de magistrados está na crise ética gerada pelo modelo de gestão pública que prioriza metas quantitativas e avaliação individual de performance, provocando o isolamento e a degradação das relações. “Esse sistema é autoritário, brutal e só se interessa por números”, enfatizou.

Para Dejours, um caminho saudável seria a formação, nos locais de trabalho, de momentos públicos de discussão e deliberação com ampla participação de magistrados e servidores, propiciando o falar e o ouvir. “Nesses momentos ou espaços públicos, podemos construir novas regras de trabalho que envolvam a cooperação e o diálogo”, refletiu.

Fonte: Seção de Responsabilidade Socioambiental do TRT18

 

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