TRT para Todos em Brasília amplia horizontes e traz novo fôlego aos participantes

Levar o Tribunal para o interior, privilegiar e valorizar cada um dos participantes, promover a troca de conhecimentos. Em mais uma edição do projeto que vem movimentando o TRT de Goiás, os objetivos foram plenamente cumpridos: os participantes das Varas de Luziânia, Valparaíso, Formosa e Posse se dedicaram com zelo a cada uma das atividades dos dois dias do Encontro e encerraram o evento mais capacitados, cheios de ideias e com os ânimos renovados para fazer uma Justiça do Trabalho ainda melhor.

Para Verônica Bueno, o evento pode identificar oportunidades de melhoria para as unidades

“Em anos que estou no Tribunal é a primeira iniciativa que eu vejo envolvendo todas as unidades do interior”, destacou Felipe Rondon, diretor da VT de Formosa. Para a diretora da VT de Valparaíso, Verônica Bueno, a integração proporcionada pelo evento é essencial, pois ao se ficar restrito aos mesmos procedimentos “deixamos de ver novas visões que podem otimizar o trabalho”, destacou.

Na abertura do evento, dia 21/9, o vice-presidente e corregedor do TRT de Goiás, Paulo Pimenta, ressaltou o momento como o resgate de uma dívida de quase 30 anos com o interior e mencionou alegria de estar na presença de integrantes das três jurisdições onde já atuou como juiz do trabalho.

Ainda na tarde de quinta-feira, Maria José de Lourdes, diretora da Secretaria de Gestão Estratégica (SGE), deu início às dinâmicas de Desdobramento da Estratégia e Construção dos Planos de Ação. Em seguida, a diretora da Secretaria de Gestão de Pessoas, Flávia Valeska,  falou dos projetos na área de Gestão de Pessoas. Após o encerramento da atividade, todos puderam desfrutar de um agradável happy hour à beira do lago Paranoá.

Servidores discutem as rotinas de trabalho e trocam ideias para a construção dos planos de ação:

Lídia Nercessian, da Comunicação Social, destacou as diversas ferramentas de comunicação disponíveis no Tribunal

No dia seguinte, pela manhã, o grupo de palestras intitulado “TRT Sustentável” trouxe informações importantes para os participantes a respeito de Comunicação, Tecnologia da Informação, Logística Sustentável e Ergonomia no Trabalho. E para mostrar que o TRT também é solidariedade, o desembargador-presidente, Breno Medeiros, emocionou os presentes com a exibição de vídeos do projeto “TRT Voluntário”.

À tarde, foi a vez de Geovane dos Santos, da 13ª VT de Goiânia, compartilhar experiências e métodos de trabalho para o alcance de maior efetividade nos processos de execução, fase esta mais sensível para aqueles que possuem expectativas de recebimento de crédito trabalhista. Segundo o diretor, é preci

so “ir um pouco além do que está na nossa frente para fazer valer o direito do trabalhador”. Em seguida, o desembargador Paulo Pimenta falou sobre as Metas Nacionais, momento importante para as equipes visualizarem seu desempenho e identificarem oportunidades de melhoria.

Lara Barros, da Socioambiental, apresentou palestra sobre mega-tendências mundiais e compartilhou as principais iniciativas sustentáveis já adotadas pelo Tribunal

Registraram presença no evento o magistrado Luiz Antônio Colussi, representante da ANAMATRA; Michele Machado da Silva, Coordenadora da Secretaria de Gestão Estratégica TRT10ª; Natália Ribeiro de Souza Evangelista, chefe da Seção de Estatística da Coordenadoria de Gestão Estratégica do TRT10ª; e Daniel Melo de Sá, servidor da Coordenadoria de Gestão e Governança do CSJT.

Boas Práticas
Para a 7ª edição, foram apresentadas seis boas práticas, das quais cinco foram validadas, já que a sexta foi intempestiva. Todas as boas práticas, contudo, formarão o Banco de Boas Práticas, que ficará disponível no portal do TRT na página da Gestão Estratégica para pesquisa de todos os interessados.

Renato de Jesus, da VT de Formosa

1ª Boa Prática – Renato de Jesus, da VT de Formosa, compartilhou a sistemática da unidade no controle de prazos processuais. Tal controle é feito inteiramente pelo PJE, sem uso de qualquer outro sistema. A unidade faz uso efetivo dos recursos do PJe – sendo alguns desses recursos semelhantes ao bureau do SAJ -, incluindo a ferramenta de distribuição de tarefas.
O diretor destacou, ainda, que a Vara de Formosa está atuando como vara-piloto na migração automática de processos do SAJ para o PJe por meio de um software chamado “CLE – Cadastro de Liquidação das Execuções”, desenvolvido pela SGJ em conjunto com a TI e disponível no STI Store.

2ª Boa Prática –Verônica Bueno, diretora da VT de Valparaíso, explicou o procedimento adotado na citação de executados de outra jurisdição. Tais citações são feitas por correio em vez de carta precatória, o que traz maior celeridade ao processo. Após a citação por correio em casos assim, o primeiro Bacen é realizado cerca de 10 a 15 dias a partir da expedição da citação. Já quando feito por carta precatória, este prazo chegava a seis meses.

3ª Boa Prática – Verônica Bueno explicou outra boa prática da unidade, consistente na prolação de sentença em audiência. Com a adoção dessa prática, foram observados dois pontos positivos, quais sejam: a redução significativa nos prazos médios de duração do processo, que em 2017 são de 43,5 dias (Sumaríssimo) e 121,13 (Ordinário); e aumento significativo nos índices de conciliação, sendo o índice atual de 42,87%.

Antônio César, da VT de Posse

4ª Boa Prática – Antônio César Cordeiro, diretor da VT de Posse, explicou o funcionamento da boa prática “2 por 1”. Ela consiste na adoção de modelos de despacho que já possuem descrições características do mandado e, na sequência, o texto “esse despacho tem força de mandado de citação”. Assim, explicou o diretor, queima-se uma etapa, quer seja, a elaboração do ato de comunicação após o despacho do magistrado com tal determinação. A mesma rotina aplica-se a editais e ofícios.

5ª Boa Prática – Antônio César trouxe ao evento outra moderna boa prática da unidade, denominado “AUDZAP”. A prática funciona da seguinte forma: o secretário de audiências convida os advogados a fazerem parte de grupo do whatsapp, de forma não obrigatória e sem qualquer efeito processual cuja finalidade é conferir disponibilidade de horário com advogado antes de readequar uma audiência. O diretor destacou que tal prática se mostra muito eficaz, vez que diminui a quantidade de petições interpostas solicitando nova marcação de audiência por motivo de incompatibilidade de pauta. Ademais, afirmou que tal estreitamento com os advogados auxiliou sobremaneira na receptividade para a conciliação.

Servidores se manifestam no momento de ouvir as sugestões de melhoria, com resposta imediata pela Administração do Tribunal

Ao final, após votação, a boa prática escolhida para concorrer à premiação no encerramento do Projeto, dia 17/11, em Goiânia, foi a de Prolação de Sentença em Audiência, não obstante todas as práticas apresentadas terem captado a atenção dos presentes. A certeza que fica, afinal, é que o compartilhamento não se encerra com o término do encontro. Com novos colegas e novas rotinas aprendidas, os horizontes foram ampliados e a troca de ideias frutificada no TRT Para Todos continua para além do evento.

Lídia Nercessian
Coordenadoria de Comunicação Social

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