Gestores concluem curso sobre liderança

Gestores com o presidente do TRT e o consultor João Palmeira

Vinte servidores concluíram, na última segunda-feira (29/8), o curso “Grandes líderes, grandes negócios, grandes equipes”, oferecido pela Secretaria de Gestão Estratégica a gestores das principais áreas administrativas do Tribunal. O curso teve como objetivo capacitar líderes para que eles engajem suas equipes em torno das prioridades estratégicas do TRT18, alinhando e adequando os processos e sistemas de suas áreas de atuação para a realização de suas contribuições estratégicas e liderando os talentos de seus colaboradores nesse processo.

Breno Medeiros pediu aos gestores para aproveitarem e multiplicarem o conhecimento recebido

O encerramento do curso foi feito pelo presidente do Tribunal, desembargador Breno Medeiros. Ele ressaltou que os gestores que concluíram o curso devem saber aproveitar o conteúdo visto e multiplicar o conhecimento recebido. “Vocês têm tudo para dar frutos ao Tribunal. Pelo conhecimento que lhes foi dado vocês serão cobrados e eu acho que é uma cobrança boa, a favor da sociedade que paga o nosso trabalho”, frisou.

O curso foi ministrado por João Palmeira, que atua em consultoria especializada em liderança

Dividido em quatro módulos (Inspire confiança, Esclareça propósitos, Alinhe sistemas e Libere talentos), o curso foi quase todo ministrado pelo master trainer coach João Palmeira. Ele atua como facilitador da Franklin Covey, uma das vinte maiores empresas do mundo na área de Liderança.

Logo após o encerramento do curso, João Palmeira concedeu entrevista à Coordenadoria de Comunicação Social. Confira abaixo.

CCS – Existe diferença entre o líder da administração pública e o líder das empresas privadas?

João – Não. A liderança, de forma geral, se a gente olha a estrutura básica, ela é a mesma em qualquer situação porque o foco do líder deve ser o liderado. Infelizmente, o paradigma da sociedade por muitos anos foi “as pessoas devem me obedecer ou elas devem buscar se tornarem confiáveis para mim”. O que a gente veio discutindo ao longo desses 30 anos com as pesquisas feitas pela Franklin é de que é o inverso. O líder é que precisa ativar, inspirar as pessoas para que elas possam segui-lo. É aí que a liderança nasce de fato. Caso contrário, há uma grande confusão, o que acontece é um processo formal de chefia, de estar empoderado e fazer com que as pessoas me obedeçam, mas porque eu mando e porque eu estou, não porque eu sou. E essa talvez seja a grande diferença. Um chefe está, o líder é.

CCS – O que é um bom líder no século XXI?

João – Um bom líder precisa ter algumas qualidades. Uma delas é saber ouvir. E ele precisa ouvir de fato e de direito porque ouvindo ele pode tomar ciência de todos os acontecimentos, do ambiente, das necessidades e aí então criar um possível caminho. A segunda característica que eu acho importante é a humildade. Muitas vezes nós estamos no topo, num cargo de chefia ou de liderança, e esse tipo de situação leva a pensar que você sabe tudo, que você pode tudo e que tudo tem que ser do seu jeito. E é justamente o oposto. O líder de fato, se a gente olha para os grandes líderes, ele está para servir muito mais do que para ser servido.

CCS – E quando é que um líder sabe que ele está sendo um bom líder?

João – Acho que a maneira mais simples é perguntar-se “o que eu posso fazer pelo outro”. E a melhor maneira, o melhor indicador é se colocar no lugar do outro. Quando estiver na dúvida se a minha liderança tem sido eficaz, troque de posição. Coloque o sapato do outro indivíduo e procure identificar onde está doendo. Dessa maneira, ao trocar de lado, você vai ter uma visão pelos olhos do outro, não pela sua. E aí como líder talvez você possa dizer a si mesmo “estou fazendo um bom trabalho, as pessoas me respeitam pelo que eu sou, não pelo que eu estou”.

CCS – A questão do líder é mito? Ou realmente o desempenho de uma equipe é afetado por quem está exercendo essa liderança?

João – Com certeza é afetado. O melhor caso, um dos mais simples que inclusive existe em livro é o do “Esse barco também é seu”, do Michael Abrashoff, retrata bem essa história. Ele recebe o comando do navio e toda a tripulação de 400 marinheiros vaia o comandante que saía. O navio, chamado USS Benfold, era um dos piores da frota e, 18 meses depois, com a liderança do Michael Abrashoff, tendo o mesmo navio e a mesma tripulação, eles foram agraciados com um troféu e se tornaram o padrão para a frota. Ou seja, as ferramentas eram as mesmas, o navio e as pessoas eram as mesmas, mas foi o líder quem fez toda a diferença.

Wendel Franco, com a colaboração de Márcia Bueno.
Seção de Imprensa-CCS

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