Sabe quando uma mulher é interrompida no meio de uma reunião? Ou quando ela dá uma ideia e é ignorada mas um homem faz a mesma sugestão e é elogiado? Esses episódios são exemplos de microagressões de gênero, comportamentos que afetam a experiência das mulheres em ambientes formais de trabalho e de posições de poder.
Para chamar atenção para o tema, o TRT-GO, por meio do Subcomitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina e de Igualdade de Gênero, lançou uma campanha educativa explicando esses comportamentos por meio de tirinhas com linguagem simples e didática. Além de informar sobre o assunto, as postagens também são um espaço para compartilhar relatos e opiniões sobre a temática.
A primeira tirinha aborda o “manterrupting”, expressão formada pela combinação de palavras man (homem) e interrupting (interrompendo) e que é usado para descrever quando um homem interrompe a fala de uma mulher. Em situações de trabalho, como reuniões, grupos ou palestras, é possível observar que mulheres têm mais dificuldade para concluir uma fala devido a interrupções, gesto que indiretamente comunica que o que a mulher tem a dizer é menos importante ou que ela é menos capaz.
Já a segunda publicação trata do “distracting”, que em português significa “distração” ou “desviar o foco”. Essa microagressão ocorre quando alguém desvia a atenção da fala de uma mulher para sua aparência ou algum detalhe irrelevante, como roupa, cabelo ou acessório, agindo como se o que a mulher tem a dizer não fosse importante.
O assunto do terceiro post é o “mansplaining”, junção dos termos man (homem) e explaining (explicando). A palavra é utilizada para nomear a ação de um homem ao explicar para uma mulher, sem ser solicitado, coisas simples e básicas que ela já tem conhecimento, como se ela não fosse capaz de entender o assunto.
Às vezes, quando uma mulher aponta um problema ou manifesta desconforto, sua fala é distorcida, deslegitimada ou tratada como exagero. Esse tipo de manipulação emocional se chama “gaslighting” e é o tema da quarta tirinha da campanha. Essa prática pode fazer com que a mulher duvide de sua própria percepção da realidade, além de afetar com frequência a sua credibilidade.
Na última postagem, é apresentado o termo “bropriating”. A expressão é resultado da combinação de bro (gíria para “irmão” ou “cara”) e appropriating (apropriação) e descreve a apropriação indevida de ideias de mulheres por colegas homens no ambiente de trabalho. A atitude reforça desigualdades e silencia contribuições femininas, prejudicando a confiança e a visibilidade das mulheres em espaços profissionais.
Ao longo do mês de dezembro, a campanha apresentou nas redes sociais do TRT-GO situações cotidianas que podem parecer inofensivas mas que reforçam desigualdades de gênero no ambiente de trabalho. Reconhecer essas microagressões e evitar reproduzir esses comportamentos é um dos passos para construir um espaço mais igualitário e respeitoso.
Ficou curioso sobre o assunto? Então confira as publicações nas redes sociais do TRT-GO para saber mais sobre a temática e refletir sobre as dificuldades que as mulheres ainda enfrentam ao tentarem ocupar de forma igualitária os espaços, além de terem suas vozes ouvidas e respeitadas.
Acesse as tirinhas da campanha sobre microagressões de gênero:
Primeira tirinha – manterrupting
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