TRT-GO abre Semana da Saúde abordando cuidados com a saúde mental e prevenção a doenças sazonais

Publicado em: 07/04/2026
ícone Instagram TRT18 ícone Facebook TRT18 ícone YouTube TRT18 ícone glossário jurídico Dicionário i Toque nas expressões sublinhadas para ver a definição

IMAGEM MOSTRA PESSOAS DIVERSAS EM UM AUDITÓRIO ASSISTINDO A UMA PALESTRA.O TRT-GO realiza nesta semana, de 6 a 11 de abril, a Semana da Saúde 2026, com uma programação ampla voltada à prevenção, ao cuidado e à promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho. A abertura oficial do evento ocorreu na tarde de segunda-feira, 6/4, no Auditório Villa Boa com duas palestras voltadas para o público externo e interno. A iniciativa faz parte das atividades previstas para o Abril Verde, campanha destinada à segurança no trabalho.

Na abertura do evento, o desembargador Luciano Santana Crispim, gestor regional do Programa Trabalho Seguro, fez um convite à reflexão sobre o cuidado com a saúde, muitas vezes deixado em segundo plano diante das demandas do trabalho. Ele destacou que “sem saúde, talvez a maior riqueza que a gente tem deixa de existir”, chamando atenção para os impactos do estresse e da ansiedade no dia a dia. Ao compartilhar uma experiência pessoal, reforçou a importância de desacelerar e criar momentos de pausa: “a gente tem que parar um pouco e dedicar um tempo para essa reflexão”.

O desembargador ressaltou ainda que a iniciativa é uma oportunidade para repensar prioridades. “Não é só pensar em metas, mas pensar também na gente, na nossa saúde”, afirmou, incentivando a participação nas atividades ao longo da semana.

Prevenção a doenças sazonais
imagem mostra a médica sanitarista Cristina Laval

Cristina Laval, médica sanitarista

A primeira palestra foi apresentada pela médica sanitarista Cristina Laval, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização do Estado de Goiás, que trouxe o tema “Conscientização e Estratégias de Prevenção contra Doenças Sazonais em Goiás: Arboviroses e Doenças Respiratórias”. A profissional abordou a importância de conscientizar a população sobre a necessidade de procurar fontes confiáveis sobre questões de saúde, como doenças e vacinas, mencionando que a desinformação interfere negativamente na aceitação da população às medidas de prevenção.

Ela também explicou sobre as arboviroses — doenças causadas por vírus que são transmitidos principalmente por mosquitos — mais comuns em Goiás, como dengue, zika, chikungunya e a febre amarela, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Cristina Laval alertou para os cuidados em relação ao controle dessas enfermidades, como evitar picadas de mosquitos, eliminar criadouros com água parada, usar repelente, vacinar quando houver imunizante disponível, além de informar as autoridades sanitárias sobre mortes de macacos, indicador da circulação do vírus da febre amarela.

Ao final da palestra, a médica falou sobre as doenças respiratórias e destacou o período de aumento no registro de novos casos, compreendido entre o outono e o inverno, pelo clima seco e as temperaturas extremas. Cristina reforçou os esforços coletivos para evitar esse crescimento. “A prevenção é construída a várias mãos. Não adianta eu implementar uma política pública, como a vacinação, por exemplo, se eu não tenho consonância disso na comunidade, se eu não tenho aceitação, se eu não tenho procura. É muito importante que a política pública seja construída pensando em quem ela vai chegar. Porque é importante ter essa adesão”, afirmou.

imagem mostra Fabíola Evangelista, juíza do Trabalho, proferindo uma palestra

Fabíola Evangelista, juíza do Trabalho

Em seguida, a juíza Fabíola Evangelista falou sobre Direito à Desconexão como Fim da Jornada Invisível: A linha tênue entre produtividade e assédio moral. A importância de equilibrar trabalho e vida pessoal marcou a fala da magistrada que traçou um panorama histórico da evolução das jornadas de trabalho até chegar aos desafios contemporâneos impostos pela tecnologia.

Ela relembrou que o Direito do Trabalho nasceu da luta da classe operária por limites de jornada, ainda no século 19, quando trabalhadores enfrentavam rotinas exaustivas de até 15 horas diárias. No Brasil, esse movimento ganhou força a partir da década de 1930, culminando na consolidação da jornada de 8 horas diárias, prevista na Constituição e na CLT.

Tecnologia e a jornada invisível

Segundo a juíza, esse equilíbrio, no entanto, passou a ser novamente tensionado com o avanço tecnológico. O uso de e-mails, smartphones e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, estendeu a jornada de forma invisível, invadindo períodos de descanso e lazer. “Nós estamos chegando a uma realidade muito próxima daquela do passado, com jornadas que se prolongam para além do ambiente de trabalho, ainda que de forma velada dentro das nossas casas”, alertou.

A magistrada destacou que o direito à desconexão vem sendo reconhecido pela Justiça do Trabalho, especialmente quando há cobrança reiterada fora do horário, podendo gerar indenizações. Ela também ressaltou que o desrespeito a esse limite impacta diretamente a saúde mental dos trabalhadores, contribuindo para o aumento de casos de burnout, ansiedade e depressão.

imagem mostra parte do público assistindo à palestraAo trazer reflexões para a realidade institucional, a juíza defendeu a necessidade de o próprio tribunal discutir práticas internas e adotar medidas de conscientização entre gestores e servidores. Para ela, o tema requer mudança de cultura. “Não adianta apenas instituir leis. O direito à desconexão precisa ser discutido, respeitado e incorporado no dia a dia das instituições”, afirmou.

Ao encerrar a fala, a magistrada destacou que o trabalho é apenas uma das dimensões da vida humana. Inspirada em uma obra literária, ela reforçou a importância de preservar o tempo para outras vivências. “Nós somos feitos de histórias e que a gente saiba criar essas histórias sem fazer com que o trabalho seja um ponto negativo e algo que impacte numa história de vida final que não seja aquela que a gente queira realmente viver ”, concluiu.

Participações

imagem mostra uma pessoa aferindo a glicemia

A Semana da Saúde segue até o dia 11 de abril com diversos eventos e atividades de prevenção a doenças

Estiveram presentes na abertura da Semana da Saúde o juiz Cleidimar Castro de Almeida, presidente da Amatra 18, e os servidores Ricardo Lucena, diretor da Secretaria de Saúde, Humberto Ayres, diretor da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica, e Fabíola Rios, representando o Diretor-Geral do TRT-GO, Álvaro Resende.

A Semana da Saúde segue até o dia 11 de abril com atividades e serviços voltados para o público interno e externo. Entre as principais ações estão: coleta de sangue e cadastro de doadores de medula óssea realizada pelo Hemocentro de Goiás (Hemogo) no dia 8 de abril (quarta-feira) na entrada do Fórum; vacinação, em parceria com o SUS, no dia 9 de abril, das 9h às 12h e das 13h às 16h, no foyer do Auditório dos Goyazes. Para fechar a Semana, no dia 10 de abril, às 10h, o público poderá assistir a palestra “Autocuidado com a saúde mental e a felicidade no trabalho (e fora dele)”, ministrada pelo médico e professor Marcos Mendanha, inscrições neste link, até o dia 9 de abril.

Clique aqui e confira a programação da Semana da Saúde. Doação de sangue e vacinas pelo SUS estarão abertas ao público.

Veja mais fotos da abertura do evento clicando aqui.

Para assistir às palestras da abertura da Semana da Saúde clique aqui.

Leia também: 

Semana da Saúde no TRT-GO: doe sangue e coloque suas vacinas em dia

Ficou em dúvida quanto ao significado de algum termo jurídico usado nessa matéria?
Consulte o dicionário jurídico.
Esta matéria tem cunho meramente informativo, sem caráter oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
Coordenadoria de Comunicação Social
Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
comunicacao@trt18.jus.br