Segurança no TRT-GO: Mais de 500 armas e itens cortantes são retidos em pouco mais de um ano

Publicado em: 04/05/2026
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Vigilante observa itens pelo detector de metais

Vigilante observa itens pelo detector de metais

O rigor no controle de acesso do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) resultou na retenção de 512 armas e objetos perfurocortantes entre o início de 2025 e os primeiros meses de 2026. Somente no ano passado, foram registradas 379 ocorrências, enquanto o balanço parcial deste ano já soma 133 itens retidos, como facas e canivetes.

Equipe de segurança do TRT-GO pousa para a foto. são 3 homens e 2 mulheres

Parte da equipe responsável pela segurança do Tribunal. Da esquerda para a direita: os agentes da polícia judicial: Luiz Pereira, Kanauã Vieira e Luciano Souza e as vigilantes Denise da Silva e Luziene Soares.

A retenção desses objetos está amparada na Portaria nº 2747/2024, que visa garantir a integridade de magistrados, servidores, advogados e do público em geral, transformando as inspeções com detectores de metais em uma barreira preventiva essencial contra riscos no ambiente jurídico.

No dia a dia, a atuação da equipe de segurança envolve inspeções de rotina e a verificação de pertences. Segundo Luciano Batista de Souza, agente de Polícia Judicial e secretário de Polícia Judicial substituto do TRT-GO, é comum que objetos perfurocortantes sejam identificados nesses procedimentos. “Durante as inspeções de rotina, é comum aparecerem objetos como facas, canivetes e outros itens semelhantes”, explica.

Ele ressalta que, na maior parte dos casos, não há má intenção por parte dos usuários. “Na maioria das situações, é mais por hábito mesmo, algo que a pessoa carrega e acaba esquecendo”, afirma.

Fotos de canivetes e armas brancas apreendidas na inspeção

Objetos perfurocortantes são retidos no acesso ao Fórum e devolvidos aos proprietários na saída.

Quando esse tipo de objeto é identificado, a equipe adota um procedimento padronizado e seguro. “O objeto fica acautelado (retido) pela equipe de segurança, em local apropriado, conforme previsto nas atribuições do Serviço de Policiamento Ostensivo”, detalha Luciano. “Ao deixar o prédio, o item é devolvido ao proprietário”, completa.

Dados de apreensões reforçam caráter preventivo

O monitoramento dessas ocorrências passou a ser sistematizado a partir de 2025, permitindo ao tribunal acompanhar a evolução dos dados e aprimorar as estratégias de segurança. Mais do que restringir acessos, o trabalho realizado pela segurança institucional tem caráter essencialmente preventivo. O objetivo é evitar situações de risco e garantir tranquilidade a todos que frequentam o tribunal.

“A ideia não é punir ninguém, mas manter o ambiente do tribunal seguro para todos, magistrados, servidores, advogados e quem precisa do atendimento”, ressalta Luciano.

JA/WF/LN

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