Luciano Santana Crispim toma posse administrativa no cargo de desembargador hoje (13/3), às 17h30

Publicado em: 13/03/2026
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Grupo de oito pessoas reunidas em uma sala de audiência. Quatro mulheres estão sentadas ao redor de uma mesa oval com um computador ao centro, duas mulheres estão sentadas em cadeiras à esquerda da imagem e um homem e uma mulher aparecem sentados atrás de uma bancada ao fundo, onde há computadores e as bandeiras do Brasil e de Goiás. Todos estão voltados para a câmera, em ambiente institucional.

Audiência de instrução com a participação das advogadas Myllena Lins e Maria José Almeida, a trabalhadora Patrícia Clemente e a preposta Raniele Amorim

Após 33 anos de atuação no primeiro grau, o juiz Luciano Santana Crispim realizou nesta quarta-feira, 11/3, as últimas audiências como titular da 13ª Vara do Trabalho de Goiânia, posição que ele assumiu há exatos 16 anos. Nomeado para o cargo de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), ele tomará posse administrativa como integrante do segundo grau nesta sexta-feira, 13/3, às 17h30, no Plenário Ipê do tribunal. A solenidade poderá ser acompanhada também pelo youtube no seguinte link.

Carreira na magistratura e despedida do 1º grau

O último dia como juiz de primeira instância foi marcado pela realização de seis audiências, duas de encerramento e quatro de instrução, e homenagens prestadas por colegas da magistratura, servidores e advogados no intervalo entre as audiências da manhã. 

A presidente da Associação Goiana da Advocacia Sindical Obreira (Asind), advogada Arlete Mesquita, disse a Luciano Santana Crispim que o considera um juiz humanista. “Que esse espírito (humanista) o acompanhe no tribunal. Nós, advogados e advogadas, somos gratos pela caminhada no primeiro grau”, ressaltou. 

Grupo de nove pessoas posando para foto em uma sala institucional. Elas estão em pé, lado a lado, vestidas com trajes sociais.

Advogados representando a Agatra e a OAB-GO compareceram à audiência. Da esquerda para a direita: Carla Zannini, Valéria Anastácio, Rodrigo Bastos, Luciano Santana Crispim, Arlete Mesquita, Jaia Guerra, Cristiane Pavan, Jerônimo Batista Júnior e Eliane de Platon

A presidente da Comissão Especial de Direito Empresarial do Trabalho da OAB-GO, advogada Carla Zannini, elogiou o respeito que o juiz sempre teve com os advogados. “Que Deus continue o abençoando com muito discernimento porque é preciso muito discernimento no segundo grau”, disse.

Na sequência, a presidente da Associação Goiana da Advocacia Trabalhista (Agatra), Cristiane Pavan, desejou sucesso ao juiz na nova jornada. Que o senhor continue com esse propósito de caminhar em linha reta. Queremos lhe dar os parabéns e desejar muita sabedoria nessa nova trajetória. O senhor não caminha sozinho. Pode contar com a advocacia também!”, afirmou.

Também participaram da despedida os advogados Eliane de Platon; Jaia Guerra, 1ª secretária da Agatra; Jerônimo José Bastista Júnior, presidente da Comissão de Direito do Trabalho (CDtrab) da OAB-GO; Rodrigo Bastos, vice-presidente da Associação Brasileira da Advocacia Trabalhista (Abrat) – Região Centro-Oeste; e Valéria Anastácio, secretária-geral da Comissão de Direito Sindical (CDSind) da OAB-GO.

Relação harmoniosa
Três pessoas em trajes sociais estão sentadas atrás de uma mesa em uma sala de audiência ou reunião, com computadores e microfone à frente. Ao fundo há uma grande janela com persianas, e todos estão voltados para a câmera.

Juízes Fernando Rossetto (auxiliar) e Luciano Santana Crispim (titular) com a secretária de audiências Márcia Beatriz Rigoni

Ao agradecer o carinho e o reconhecimento por parte dos advogados, o juiz Luciano Santana Crispim relembrou os 33 anos de carreira na magistratura trabalhista e destacou o clima de respeito e urbanidade que sempre buscou manter nas audiências. Segundo ele, ao longo de toda a trajetória procurou conduzir os processos com equilíbrio e diálogo, preservando uma relação harmoniosa com advogados, partes e demais participantes das audiências.

O magistrado afirmou que uma das coisas de que mais sentirá falta é justamente da rotina das audiências. Para ele, ouvir as partes, testemunhas e advogados, além de tentar mediar acordos e promover conciliações, sempre foi uma das partes mais marcantes do trabalho como juiz. “É algo que fiz durante 33 anos e que certamente vai me fazer falta”, comentou.

Quatro pessoas posam para foto em uma sala de audiência. Um homem e uma mulher estão sentados atrás de uma mesa com microfone e computador, enquanto duas mulheres estão em pé ao lado deles.

Da esquerda para a direita: Rita de Cássia Reis de Oliveira Crispim, esposa do juiz; Luciano Santana Crispim; Júlia Reis de Oliveira Crispim, filha do juiz; e Márcia Rigoni

Luciano Crispim também relembrou o início da carreira no ano de 1993, no TRT da 2ª Região (SP), antes de fazer permuta para Goiás, em 1995. Contou que, na época, imaginava que passaria boa parte da vida profissional no interior. Ele recordou que chegou a dizer à esposa Rita que seria juiz em Uruaçu, quando veio para Goiás, e que talvez apenas no fim da carreira conseguiria trabalhar em Goiânia. “Após cerca de nove anos atuando no interior, consegui retornar à capital, onde permaneci pelos últimos 16 anos”, relatou. Além de ser titular na 13ª Vara, Luciano Santana Crispim também atuou como titular do Juízo de Execução e diretor da Divisão de Pesquisa Patrimonial.

Prestes a assumir um novo cargo no tribunal, o magistrado fez questão de ressaltar o apoio fundamental dos servidores da 13ª VT, que, com dedicação e profissionalismo, tornaram possível o trabalho cotidiano. Além dos servidores, agradeceu também ao colega Fernando Rossetto, que atua como auxiliar na vara.

O futuro desembargador destacou que sua rotina de trabalho mudará significativamente. Diferentemente da primeira instância, explicou, o trabalho no tribunal envolve menos audiências e mais análise de processos no gabinete, além das sessões de julgamento. “É um trabalho mais solitário, com muito estudo e análise”, observou.

Onze pessoas posam sorridentes em um ambiente de escritório sob a identificação da 13ª Vara do Trabalho de Goiânia. O grupo está organizado em duas fileiras, mesclando trajes formais e casuais diante de uma parede com fotos de magistrados.

Juízes Luciano Santana Crispim e Fernando Rossetto com o diretor da 13ª VT, Geovane dos Santos, e demais servidores da vara

Ele ressaltou que a responsabilidade aumenta, mas disse que pretende atuar com ainda mais sensibilidade na avaliação das provas e das situações humanas envolvidas nos conflitos trabalhistas, buscando sempre manter a imparcialidade e o compromisso com a justiça.

Ao final, o magistrado destacou que pretende continuar pautando sua atuação pelo diálogo, espírito de servir e vontade sincera de contribuir para o fortalecimento da Justiça do Trabalho na entrega da prestação jurisdicional. Segundo ele, assim como ocorreu durante toda a sua atuação na 13ª Vara, a porta de seu gabinete no tribunal continuará aberta para receber advogados e ouvir as partes.

Homenagem da Amatra
Quatro pessoas, sendo 3 homens e 1 mulher posam para a foto. Eles estão em pé e usam trajes formais

Da esquerda para a direita: juiz Fernando Rossetto, juíza Eneida Martins, juiz Luciano Santana Crispim e juiz Cleidimar Almeida

Luciano Santana Crispim também recebeu os cumprimentos e elogios dos juízes Cleidimar Castro de Almeida e Eneida Martins Pereira de Souza, respectivamente presidente e vice-presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 18ª Região (Amatra 18). Cleidimar Almeida disse que deixaria para fazer um discurso maior na posse do colega no cargo de desembargador, mas destacou que elogiar Crispim como magistrado é o mesmo que elogiar Pelé como jogador de futebol, ressaltando a competência e a habilidade do colega.

Posse administrativa Luciano Santana Crispim no cargo de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO)

Clique na foto para acessar o link de transmissão da solenidade

A juíza Eneida Martins levou uma placa de homenagem e agradecimento confeccionada na gestão de Crispim como presidente da Amatra (2015 a 2017) para homenagear os ex-diretores da associação pelos relevantes serviços prestados. Ela contou que, na época em que foi presidente, Luciano Santana Crispim não quis receber a placa por ainda não ter concluído seu mandato. A juíza então guardou o objeto em casa e, ao encontrá-lo recentemente em meio aos seus pertences, decidiu que o momento seria adequado para entregá-la ao titular da 13ª VT.  

 

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WF/FV/JM

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