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Convidadas do Café e Roda de Conversa conquistam a admiração pela história de vida, autenticidade e poder de transformação
Publicado em: 25/03/2022
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Elas poderiam viver das histórias que contam, histórias de como cada uma procurou um caminho e hoje são inspiração para tantas outras. Sim, a ativista social Francisca da Silva, a empresária Mariana Perdomo, a professora Lúcia Vasconcelos e a atleta paralímpica Geovana Rodrigues encantaram a plateia no 1º Café e Roda de Conversa promovido pela Escola Judicial na manhã desta sexta-feira (25/3) no Espaço Congadas, do Fórum Trabalhista de Goiânia. O evento, em comemoração ao mês da mulher, reuniu magistrados, servidores, advogados, terceirizados, e estagiários.
A desembargadora Iara Rios, diretora da Ejud-18, e o juiz Rodrigo Dias da Fonseca, coordenador pedagógico da Escola, deram as boas-vindas às convidadas. Iara Rios ressaltou que a iniciativa visa valorizar e reconhecer o papel da mulher na sociedade. Ela mencionou uma campanha global de uma empresária norte-americana, realizada em 2020, para incentivar que as mulheres abracem a ambição e encorajá-las a nunca desistirem de seus sonhos. “Estamos aqui diante de quatro mulheres que representam força e determinação e que não se intimidam diante dos desafios que escolheram enfrentar”, afirmou a desembargadora.
Francisca da Silva foi a primeira a falar. Mãe de 10 filhos, ela disse que nasceu pra fazer a diferença. Ela contou que em 2000, já com sete crianças, percebeu que a sua missão era ajudar mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e passou a cuidar dos filhos dessas mulheres para que pudessem trabalhar. Com o lema “é importante fazer o bem sem olhar a quem”, ela atende a 150 crianças de famílias de quatro bairros de Aparecida de Goiânia promovendo atividades educacionais e fornecendo cinco refeições diárias.
Geovana Rodrigues contou sua trajetória até se tornar campeã panamericana em atletismo. As dificuldades começaram ao nascer com hidrocefalia e já adulta sofreu um atropelamento na faixa de pedestre que lhe deixou sequelas em uma das pernas. Mas, emocionada, disse que sua mãe nunca desistiu dela e juntas conseguiram superar o preconceito, as limitações causadas pela doença e pelo acidente e avançar. “A vida inteira ela esteve do meu lado”. Hoje, aos 23 anos, estuda Educação Física na UEG e é autora de um livro cuja mensagem é “Mude o Impossível”.
Mariana Perdomo também revelou o segredo do sucesso. Disse, inicialmente, que nunca havia sonhado em empreender, mas sempre quis construir a própria história. O segredo, segundo ela, é não pensar nos obstáculos para não paralisar. Seguiu sua intuição e conquistou seu espaço crescendo nos momentos mais desafiadores. “O doce é apenas um veículo para tocar as pessoas. O meu maior desafio é fazer com que elas acreditem no próprio potencial”, revelou.
Lúcia Vasconcelos, como boa professora, começou dizendo que “as palavras convencem, mas o testemunho arrasta multidões”. Contou a própria história que começou na invasão da Vila São José, em Goiânia, região tomada pelas águas do Cascavel, barro e entulhos quando chovia forte. “Não gosto de assistência, porque ela atrofia, mas a oportunidade enriquece”, comentou. Amante dos livros, Lúcia tem um lema impactante que herdou de sua mãe. “Pode faltar pão mas não pode faltar livro. Se faltar pão, dizia a minha mãe, você vai passar fome só hoje. Se faltar livro vai passar fome o resto da vida”.
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Fabíola Villela Comunicação Social
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