Seis malas representam pessoas que pensavam estar alcançando o sonho de suas vidas, mas se depararam com uma realidade completamente diferente. Atraídas por falsas promessas de trabalho ou estudo, essas pessoas acabaram mudando de cidade, de estado e até de país e tornaram-se vítimas de tráfico de pessoas. Esse é o alerta que o Tribunal de Justiça do Trabalho da 18ª Região (GO) pretende fazer para a sociedade por meio de uma instalação na recepção do Fórum Trabalhista de Goiânia.
A ação faz parte da campanha “Isso pode ser tráfico de pessoas”, pensada para conscientizar a sociedade para as formas comuns, e muitas vezes invisíveis, de situações de aliciamento para o tráfico humano. A campanha, que inclui posts no perfil @trtgoias em redes sociais e divulgação junto à imprensa, marca também o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – 30 de julho. Assista ao vídeo publicado no Instagram aqui.
![A imagem é um close-up de malas de viagem, parte de uma instalação artística ou campanha. No centro, uma mala aberta exibe uma placa amarela com a frase em maiúsculas "AS APARÊNCIAS ENGANAM". Ao lado, uma etiqueta de bagagem amarrada a outra mala preta contém um texto manuscrito que parece ser um relato pessoal: "VIM TRABALHAR EM UMA FAZENDA. ME PROMET[ERAM] SALÁRIO E MORADIA. ESTOU AQUI HÁ MESES SEM RECEBER E NÃO POSSO IR EMBORA". Um QR Code também está visível na etiqueta.](https://www.trt18.jus.br/portal/arquivos/2025/07/IMG_1949-Copy-300x169.jpg)
As malas que compõem a instalação trazem etiquetas com relatos curtos de vítimas de tráfico de pessoas.
De 2021 até julho de 2024, a Polícia Federal (PF) havia instaurado 325 inquéritos para apurar a prática do crime. Dentre eles, a maior parte envolve o tráfico para a exploração sexual e o trabalho escravo, mas também são expressivas as investigações relacionadas a outras modalidades do delito. No mesmo período, a PF identificou mais de 120 responsáveis pelo tráfico de pessoas, os quais, geralmente, integram organizações criminosas transnacionais que violam a liberdade e a dignidade de pessoas em situação de vulnerabilidade.
O Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas (2024) do Ministério da Justiça aponta que as finalidades mais comuns de exploração das vítimas são: para trabalho em condições análogas à escravidão (61 casos), exploração sexual (47) e servidão (32). A essas modalidades somam-se novas formas de trabalho forçado, como a exploração de brasileiros por plataformas ilegais de apostas, as chamadas “bets”, que registrou 35 casos nas Filipinas, Camboja, Laos e Mianmar em 2024.
A campanha do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO) visa acender um sinal de alerta para que essas situações não sejam normalizadas e que o trabalho escravo e o tráfico de pessoas sejam erradicados. Esses são alguns dos objetivos do Programa Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante (Pete+), da Justiça do Trabalho.
A exposição ficará na recepção do Fórum Trabalhista de Goiânia até o dia 31 de julho, sendo um convite para a reflexão e enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Serviço:
Instalação “Isso pode ser tráfico de pessoas”
Local: TRT-GO (térreo do Fórum Trabalhista de Goiânia. Rua T-51, esquina com avenida T-1, Setor Bueno. Goiânia-GO).
Horário: das 8h às 16h, em dias úteis.
Disponível de 25 a 31 de julho de 2025.
Leia também: Tráfico de pessoas: conscientização ajuda a proteger grupos vulneráveis.
AB/WF/LN/MP
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