28/03/2023 – Matéria atualizada com álbum de fotos
O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região conta com mais uma integrante no segundo grau de jurisdição. A juíza Wanda Lúcia Ramos da Silva tomou posse administrativa no cargo de desembargadora do Trabalho em cerimônia realizada no fim da tarde desta segunda-feira (27/3), no Plenário Ipê do Complexo Trabalhista de Goiânia.
Ao empossar a magistrada, o desembargador-presidente Geraldo Nascimento afirmou que Wanda Lúcia “ostenta uma enorme lista de relevantes serviços prestados à Justiça do Trabalho ao longo de sua brilhante carreira, a qual abraçou com amor, responsabilidade, competência e notável desvelo”, ressaltou.
Ele acrescentou que a nova desembargadora continuará sua “incansável saga, agora no âmbito do Tribunal, com a atuação marcante que lhe é peculiar, imprimindo qualidade e celeridade aos julgamentos da Turma julgadora que vier a integrar e do Egrégio Tribunal Pleno”.
Wanda Lúcia falou, com gratidão, sobre a caminhada até chegar a nomeação, que começou ainda em 2019, e que considerou uma “ode à autorresponsabilidade radical. Significa que essa oportunidade chegou a mim, e se chegou a minha vez é porque me corresponde”, observou.
Segundo a magistrada, na caminhada que se dispôs a percorrer, com “humildade e disposição”, teve oportunidade de estreitar laços com pessoas comprometidas com um país justo, com uma Justiça Social aberta e acolhedora. “Tive anjos, tive amigos, tive apoios infinitamente engrandecedores, que levarei comigo onde for, que me honraram e que me fizeram uma pessoa melhor”.
Ela concluiu que essa caminhada não tem ponto de chegada, mas tem jeito certo de caminhar. “Foi uma lição de resiliência e que eu possa contribuir com a equipe que é muito boa”, ressaltou.
Wanda Lúcia se emocionou com a presença de toda a família na cerimônia, especialmente da “vovó Maria”, que aos 94 anos veio prestigiar a neta. A magistrada leu, em seguida, um texto do filho Alexandre escrito em homenagem à conquista da desembargadora. Ela também mencionou a parceria e a lealdade dos integrantes da lista tríplice, os juízes César Silveira e Celso Moredo, cujas amizades perdurarão para sempre.
O juiz Fernando Rossetto, presidente da Amatra 18, falou da admiração pela empossada e reconheceu no grande percurso feito o caráter ético da disputa que se estabeleceu. “Em nome dos magistrados, fica aqui o nosso reconhecimento e que você mantenha o espírito acolhedor e humano que sempre a acompanhou”, afirmou.
O procurador-chefe substituto do Trabalho, Marcelo Ribeiro Silva, expressou estar honrado em falar em nome do Ministério Público do Trabalho. “Tenho a certeza de que vai abrilhantar o tribunal nessa nova etapa. Conte sempre conosco. O Ministério Público do Trabalho estará a sua disposição para o que for necessário”, concluiu.
A desembargadora Kathia Albuquerque deu as boas-vindas à nova empossada em nome dos demais desembargadores. “São 30 anos dessa caminhada de lutas que só nós, meninas, sabemos como é. Você honra com brilhantismo, alegria, gratidão e te recebemos de braços abertos nesta casa iluminada, abençoada que distribui a ordem e paz social”, assinalou.
Wanda Lúcia Ramos da Silva é juíza do TRT-18 desde 1993 e, até ser nomeada como desembargadora, exercia a titularidade da 16ª Vara do Trabalho de Goiânia. Ela integrou o primeiro lugar na lista para promoção ao cargo de desembargadora do Trabalho pelo critério de merecimento. É graduada em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO). Atuou como juíza substituta por 4 anos e como titular em varas do trabalho do interior por 10 anos. Em Goiânia, foi juíza titular da 3ª, 7ª e 16ª Varas do Trabalho. Atuou por diversas vezes no segundo grau de jurisdição do TRT-18, sendo que a última convocação ocorreu nos meses de setembro e outubro de 2022. Foi coordenadora pedagógica da Escola Judicial do TRT-18 entre 2015 e 2017 e de 2017 a 2019.
A magistrada integrou o Programa Trabalho Seguro entre 2016 e 2018, a Comissão de Incentivo à Participação Feminina no TRT-18 e o Conselho Deliberativo CEJUSC, além de integrar atualmente o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Nupemec) e a Comissão Permanente de Comunicação do Poder Judiciário no Conselho Nacional de Justiça – CNJ. É professora na formação inicial e continuada de juízes e servidores em Escolas Judiciais de diversos Tribunais Regionais e na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat). É coautora de dois livros na área do direito e foi agraciada com a menção honrosa na 8ª edição do Prêmio Conciliar é Legal do CNJ, em 2017, na categoria Instrutores em Mediação e Conciliação, pela prática “Curso de Capacitação e Aperfeiçoamento de Conciliadores e Mediadores Judiciais do TRT18″.
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