No calendário da saúde do trabalhador, o 28 de fevereiro marca o Dia Mundial de Combate às Lesões por Esforço Repetitivo e aos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT). A data tem como objetivo alertar sobre um conjunto de condições que afetam músculos, tendões, nervos e articulações, geralmente associadas à sobrecarga e à repetição de movimentos no ambiente laboral.
Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecida em diversos países, a data reforça a necessidade de conscientização, cuidado e adoção de medidas preventivas para proteger a saúde física e a capacidade produtiva dos trabalhadores.
Se não tratadas, as LER/DORT podem acarretar complicações como incapacidade temporária e até permanente para o trabalho, o que torna fundamental ampliar o conhecimento sobre o tema.
As LER/DORT englobam doenças que surgem em decorrência de movimentos repetitivos, posturas inadequadas, sobrecarga física ou ritmos de trabalho intensos. Os principais sintomas são dor persistente, formigamento, fadiga e perda de força, fatores que podem comprometer de forma significativa a rotina profissional e a qualidade de vida.
Um estudo realizado pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro analisou dados epidemiológicos brasileiros entre 2006 e 2024, que apontaram 133.423 casos registrados de LER/DORT no país. Deste total, 73.367 resultaram em afastamento do trabalho, o que evidencia a dimensão desse problema de saúde entre trabalhadores de diferentes setores.
Relatórios da Revista Brasileira de Medicina do Trabalho mostram ainda que os distúrbios osteomusculares estão entre as principais causas de licenças médicas e afastamentos superiores a três dias, respondendo por parcela expressiva dos benefícios relacionados à incapacidade laborativa, por isso esse tema precisa estar presente nos ambientes laborais de todo o Brasil.
Por que essa data importa?O Dia Mundial de Combate às LER/DORT é um convite para que empregadores, gestores e trabalhadores reflitam sobre a organização do trabalho, as condições dos postos e os hábitos adotados ao longo da jornada.
A prevenção é a principal estratégia e envolve, entre outras medidas:
Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer grande diferença para evitar dores crônicas, afastamentos prolongados e danos permanentes à saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, dentre as profissões mais comumente relacionadas às lesões estão:
O enfrentamento das LER/DORT passa pela atitude individual de cada trabalhador e também por ações institucionais voltadas à conscientização, como políticas de prevenção.
Identificar sinais precoces (desconforto persistente nos membros superiores, dor ao realizar tarefas rotineiras e sensação de fadiga excessiva) e buscar orientação profissional contribui para evitar o agravamento do quadro.
O acompanhamento médico, aliado a programas de saúde ocupacional e à fisioterapia, é essencial para quem já apresenta sintomas. Além disso, a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física, a realização de pausas ativas e a atenção à postura, reduz significativamente o risco de adoecimento.
A prevenção depende de políticas institucionais, mas, também, de cuidados diários adotados por cada trabalhador.
JA/ LB / LN
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