Cerca de 300 crianças participaram da 5ª Corridinha do TRT Goiás “Brincar e aprender. Trabalhar quando crescer”

A 5ª edição da corridinha de rua do TRT de Goiás aconteceu na manhã deste sábado, 25/11, com largada em frente ao Fórum Trabalhista de Goiânia. Cerca de 300 crianças de 2 a 14 anos participaram do evento, os pequeninos na modalidade velocípede e os maiores na corrida com percurso de até 800 metros. Nem a chuva que caiu ao final do evento tirou a animação dos atletas mirins que participaram da tradicional corridinha, que este ano teve como tema “Brincar e aprender. Trabalhar quando crescer”. Um festa da garotada para incentivar o esporte e combater o trabalho infantil.

Desembargador Paulo Pimenta, ao centro das crianças

“Lugar de criança não é na rua nem trabalhando, o lugar da criança é brincando, estudando e se preparando para ter uma carreira profissional”, afirmou o vice-presidente do Tribunal, desembargador Paulo Pimenta, ao comentar os resultados alcançados com a realização da corridinha. Ele acredita ser relevante essa aproximação da Justiça do Trabalho com as crianças, principalmente por levar ao conhecimento delas a importância da preservação da infância para evitar o trabalho infantil.

Secretária-geral da Escola Municipal Camila Scaliz, Sirlene Lopes da Silva

Dentre os pequenos corredores, 40 crianças vieram da Escola Municipal Camila Scaliz, da periferia de Aparecida de Goiânia. A secretária-geral da escola, Sirlene Lopes da Silva, falou da importância do esporte para essas crianças que moram em setores vulneráveis. “O esporte hoje ajuda para que essa criança não entre no mundo das drogas, algo comum no nosso setor. O esporte vem para incentivá-las e fazê-las se sentirem importantes na sociedade”, destacou afirmando que o esporte e a educação são essenciais para fazer com que eles sejam “alguém de verdade e de valor na sociedade”.

Hyanara, 11 anos, estudante

Uma das estudantes da escola, Hyamara, de 11 anos, disse que essa foi sua primeira participação em corrida de rua. Ela sempre gostou de brincar e correr e disse que achou super legal participar da corrida e das brincadeiras do evento. Quanto ao trabalho infantil, Hyamara foi categórica: “Acho uma falta de respeito com as crianças. Elas têm que brincar e não trabalhar, porque não são adultas ainda. Trabalhar só depois dos 16 ou 17 anos”, opinou.

A secretária do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem do TRT, Lara Nercessian, explicou que a corridinha surgiu com o objetivo de realizar uma ação voltada para as crianças do ponto de vista educativo, do esporte, do lazer e da interação. Em todas as edições, o programa patrocina a participação gratuita de crianças de escolas públicas no evento. Lara Nercessian disse que é uma das missões do Tribunal realizar essas atividades que despertam a sociedade para combater o trabalho infantil. Ela contou que muitas dessas crianças nunca nem saíram do bairro e que é importante para elas terem essa interação com a sociedade. “Aqui todos são iguais, todas as crianças têm as mesmas oportunidades, e o Tribunal se sente muito realizado de cumprir essa missão de diálogo com a sociedade”, finalizou.

Lara Nercessian com crianças da Escola Municipal Camila Scarliz

Vieram pessoas de várias partes da cidade para o evento. Aline Agapito, servidora pública do estado de Goiás, disse que já corre há muitos anos com o marido, Silvio Miranda, e viu no evento uma oportunidade de inserir no universo esportivo o pequeno Bernardo, 5 anos, filho único do casal. “Eu acredito que a prática esportiva é muito importante, porque auxilia na disciplina e estimula a criança a ter hábitos mais saudáveis”, comentou.

Isabela de Castro com os pais

O diretor-geral do TRT, Ricardo Lucena, também já tem a tradição de trazer o seu filho Eduardo, hoje com 7 anos, desde a primeira edição da corridinha, em 2014. “A partir das primeiras corridinhas ele tomou gosto pelo esporte, e hoje ele faz natação e crossfit e outras atividades”, disse o diretor, afirmando que o incentivo veio de casa, em que toda a família pratica esportes.

 

Ricardo Lucena com seu filho Eduardo

O pequeno Bernardo com os pais, Aline e Sílvio

 

Quem também trouxe a filha para a corrida foi o atleta e servidor do TRT Paulo Sérgio de Castro, que já venceu cinco corridas no Tribunal. Sua filha Isabela, de 12 anos, teve um excelente desempenho na Corridinha. A garota, que corre desde os 8 anos, disse que o incentivo ao esporte veio do pai, que segundo ela já tem inúmeras medalhas. Ela afirmou que o esporte faz muito bem para a saúde e é muito divertido.

Lídia Neves e Márcia Bueno/Setor de Imprensa

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