TRT18 desenvolve ferramenta para auxiliar oficiais de justiça e evitar retrabalho

Servidor Joelson Lisboa apresenta o sistema Banco de Diligências ao presidente e vice-presidente do TRT18

O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás) desenvolveu uma ferramenta para auxiliar as Varas do Trabalho e os oficiais de justiça nas notificações e intimações feitas às partes em processos trabalhistas. O Banco de Diligências permite a busca e a reunião, em um só ambiente on-line, do resultado das diligências positivas e negativas, ou seja, bem-sucedidas ou não. Assim, espera-se que a ferramenta contribua para o alcance de um dos objetivos estratégicos da atual gestão do TRT18, que é evitar o retrabalho, ao otimizar o trabalho dos oficiais de justiça para que eles não percam mais tempo, por exemplo, em deslocamentos para notificar partes em endereços que estejam incorretos.

O Banco de Diligências foi apresentado ao presidente e ao vice-presidente do Tribunal, respectivamente, desembargadores Breno Medeiros e Paulo Pimenta, na tarde desta terça-feira (9/5) no Gabinete da Presidência do TRT18 em Goiânia. O sistema foi desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações (STIC), com a colaboração dos servidores Thiago Meneses, Thiago Marsiglia, Paulo Goiás, André Moura e Rogério Cardoso. O projeto também envolveu a Secretaria-Geral Judiciária e a Central de Mandados do Tribunal.

Conforme explicou o coordenador da Central de Mandados, Joelson Lisboa, o Banco de Diligências é uma ferramenta de consulta que estará disponível na intranet do TRT18 e que vai aproveitar todo o trabalho feito anteriormente pelos oficiais de justiça tanto na fase de conhecimento, quanto na de execução.

Da esquerda para a direita: Hugo da Silva, Pedro Horácio de Assis, Cleber Ferreira, Thiago Marsiglia, Breno Medeiros, Joelson Lisboa, Paulo Pimenta, Thiago Meneses e Carlos Moura

Idealizador da ferramenta, Joelson explicou que os oficiais de justiça se confrontavam com uma dificuldade que era a de não conseguir consultar o trabalho de outro colega, pois quando um oficial mudava de região, por exemplo, ele carregava consigo a experiência de conhecer o local de atuação e as facilidades ou dificuldades encontradas na entrega do mandado. Segundo ele, isso implicava retrabalho e esforço desnecessário para o oficial de justiça e para o servidor da secretaria da Vara que tem de expedir o mandado.

Ainda conforme explicou Joelson, a consulta feita ao sistema a partir de agora vai gerar economia de tempo e o oficial de justiça poderá se dedicar às diligências mais complexas, com reflexos no custo da execução, já que o servidor não terá de praticar atos desnecessários. Questionado sobre a existência de outro projeto semelhante, Joelson disse que o TRT da 2ª Região (SP) possui um sistema chamado Banco de Penhoras, mas o que foi desenvolvido pelo TRT de Goiás permite uma consulta mais ampla, de todo e qualquer tipo de mandado, não só de penhoras.

O presidente do TRT18, Breno Medeiros parabenizou a equipe envolvida na concepção e no desenvolvimento do Banco de Diligências. O desembargador ressaltou que o sistema será apresentado a todas as Varas da 18ª Região nas visitas que ele fará às unidades judiciárias do interior a partir deste mês por meio do projeto TRT para Todos. “Precisamos treinar os servidores para que todas as VTs possam utilizar a ferramenta e otimizar o trabalho dos oficiais. É claro que, havendo um ganho e a Justiça do Trabalho sendo una, é importante que isso seja repassado para os outros tribunais para que, de uma forma geral no país, nós consigamos melhorar a prestação jurisdicional”, finalizou.

Wendel Franco/Seção de Imprensa-CCS

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