Palestra sobre liderança e inovação agrada pela leveza, criatividade e efetividade

Daniel Jezini Neto, auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) e Wesley Vaz Silva, secretário de gestão de informações para o controle externo do TCU, agradaram a plateia atenta do auditório do Fórum Trabalhista na última sexta-feira (2/5) com informações eficazes e assertivas dentro do tema Liderança e Inovação. Com tom leve e dinâmico os dois palestrantes conseguiram trazer à reflexão o que é inovar hoje no mundo do trabalho ou até mesmo em casa.

Wesley Silva começou por uma enquete em que os participantes se conectavam a um link pelo celular e respondiam a perguntas sobre inovação. As respostas revelaram que os principais empecilhos à inovação no setor público, segundo os magistrados e servidores presentes, são a burocracia, o tempo e a cultura. Já o maior inimigo é a própria pessoa, ou um chato qualquer, de acordo com o maior número de respondentes.

Em seguida, Daniel Jezini falou da importância de modelos de governança que se paguem, que deem bons resultados. “Mudar depende de uma certa arte, do diálogo”, destacou. Segundo ele, há um poderoso efeito de modelos efetivos como tornar os conflitos internos mais leves, que seria o efeito civilizatório. Ele acredita que a boa gestão de riscos também incentiva a inovação, o apetite por resultados.

Wesley Silva tornou o conceito de inovação muito claro, como tudo que é capaz de atender a uma necessidade, de resolver um problema. Afinal, inovar não é um “bicho de sete cabeças”. Segundo ele, é o uso da tecnologia correta, capacidade de adaptação a essa tecnologia e o uso massivo dela. “É tratar de resolver um problema que precisa ser resolvido com a tecnologia certa”, alertou. Para Wesley, só se muda o mundo quando se muda o comportamento, as crenças. Ele citou o caso do Whatsapp, que se tornou massivo porque funciona.

De acordo com o palestrante, existe hoje uma geração de pessoas que não vê limites para resolver problemas, em desafiar aquilo que alguém disse que não é possível, “uma geração que quer as coisas funcionando melhor”, ressalta, e para isso a tecnologia é um instrumento valioso. Ele citou o exemplo do garoto de 9 anos Felix Finkbeiner, que há 10 anos resolveu ajudar o planeta e os ursos polares e criou o Plant-for-the-Planet. Desde então, conseguiu que crianças e adolescentes em todo o mundo plantassem árvores. Já foram plantadas 13,6 bilhões. A meta é chegar a um trilhão de árvores para salvar os ursinhos da extinção. “A inovação tecnológica tem que ter alcance, velocidade e impacto e foi isso que o garoto conseguiu com a ajuda da internet”, destacou.

O que é repetitivo e chato o robô faz e o que sobra é aquilo que agrega, segundo o palestrante. “A capacidade humana e a capacidade da máquina estarão integradas no futuro próximo”, concluiu.

Bate-papo com o presidente Paulo Pimenta

Ao final do evento, os dois palestrantes convidaram o presidente do TRT, desembargador Paulo Pimenta, para um bate-papo sobre o futuro, inovação e desafios da Justiça do Trabalho. A primeira pergunta foi o que o desembargador pretende deixar para o futuro na sua administração. Segundo ele, a intenção é deixar implantado o sistema de governança, um sistema de gestão eficiente, “que tire a administração do risco exclusivo e foco no presidente”. Para Paulo Pimenta, o foco interno seria este. Já o externo seria o resgate da boa imagem institucional da Justiça do Trabalho.

O desembargador disse que só o fato de começarmos a discutir governança já tem valido a pena. “Conseguimos um maior envolvimento e interesse das pessoas e rompemos a barreira do medo de apresentar sugestões”, reconheceu.

Fabíola Villela
Setor de Imprensa/CCS

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