Acordo firmado com abraço entre as partes reforça o espírito de pacificação social da Justiça do Trabalho

Silonilda (à esquerda) e Lorena (à direita) comemoram acordo com abraço

Um acordo fechado no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região nesta quarta-feira (12/7) chamou a atenção não pelo valor a ser pago à parte autora da ação, mas pelo gesto de um abraço, que simboliza a verdadeira missão da conciliação e da Justiça do Trabalho, a pacificação social. Além de manter o bom relacionamento com a ex-empregadora Lorena Simonassi, o acordo permitirá à empregada doméstica Silonilda da Silva o recebimento mais rápido dos R$ 2 mil reais estabelecidos em ata de audiência para a quitação dos créditos reclamados na Justiça.

Inicialmente, a empregadora ofereceu R$ 1 mil para encerrar a disputa. O advogado da empregada apresentou a contraproposta no valor de R$ 1,5 mil. Posteriormente, a empregadora respondeu que fecharia por R$ 2 mil reais e um abraço, já que tem muito apreço pela ex-funcionária. Assim, o acordo foi homologado pela juíza Antônia Helena Taveira. Lorena se comprometeu a pagar Silonilda da Silva já no próximo dia 24. O valor compreende parcelas correspondentes ao aviso prévio indenizado, férias – com adicional de um terço – e indenização por danos morais. A empregadora também deverá quitar o valor relativo ao FGTS e à multa de 40% do fundo de garantia.

Partes e seus advogados em negociação mediada pelo conciliador Myller Andrade no Cejusc do TRT18

Depois da conciliação entre as partes, ambas consideraram que o mais importante mesmo foi saírem da audiência no Fórum Trabalhista de Goiânia em paz. “Vim de coração aberto, com a intenção de fazer o que era melhor para nós duas. Ela (Silonilda) sempre foi uma pessoa muito querida na minha casa, muito amada por mim e pela minha filha. Acho que a conciliação é o momento de as pessoas se tocarem, olharem mais umas para as outras e tentarem se ajudar”, ressaltou Lorena Simonassi.

Silonilda, que trabalhou para Lorena por um ano e cinco meses, avaliou como muito positiva a negociação e disse ter ficado satisfeita com a solução rápida e pacífica do conflito. Ela concluiu destacando o grande apreço que tem por Lorena e sua família.

Wendel Franco
Seção de Imprensa-CCS

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