Governança e gestão de pessoas são discutidas no TRT de Goiás

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A importância de adoção de medidas direcionadas à implantação de práticas de governança, sobretudo em gestão de pessoas, foi o tema da palestra proferida pelo auditor federal do Tribunal de Contas da União (TCU), Adriano César Amorim, realizada na Escola Judicial do TRT da 18ª Região, sexta-feira 24/8, aos diretores da alta administração e servidores que atuam na Secretaria de Gestão de Pessoas.

Segundo o auditor, diferentemente da iniciativa privada que almeja lucros, uma instituição pública é bem sucedida quando consegue gerar valor público, ou seja, entregar com eficiência e transparência os serviços demandados pela sociedade tais como saúde, educação, segurança e justiça. E nesse sentido, a instituição tem de criar mecanismos que reduzam a assimetria existente entre o agente principal, que é o cidadão, e as políticas públicas implementadas. Para tanto, ela deve utilizar-se da avaliação dos ambientes, direcionamento das ações e monitoramento.

De acordo com Adriano, a adoção de práticas de governança no ambiente público é recente, iniciada a partir de 2010 pelas áreas de tecnologia da informação e, posteriormente, pelas áreas de compras e, por isso, nesses setores ela se encontra mais evoluída. Contudo, ele asseverou que adotar medidas de governança em gestão de pessoas é tão ou mais importante porque, em última análise, são as pessoas que geram valor público para a instituição.

“Acredito que por ter uma consequência mais imediata a descontinuidade dos serviços de TI ou problemas de contratação, as instituições tenham priorizado a implementação de governança nessas áreas, mas gestão de pessoas é tão ou mais importante”, comentou destacando que a maior parcela de gastos públicos é destinada ao pagamento de salários de servidores e esse investimento tem de retornar ao cidadão. Na análise do auditor, medidas concretas de efetividade de gestão de pessoas têm de ser pensadas tendo em vista que o cenário futuro aponta para a redução do quadro de pessoal, o que exigirá um planejamento maior na alocação de servidores por meio da análise e desenvolvimento das competências com adequada distribuição da força de trabalho.

Boas práticas em governança e gestão de pessoas

O auditor do TCU apresentou várias sugestões que podem auxiliar a gestão de pessoas para atuar com eficiência na geração do valor público. Ele citou como exemplo a definição e documentação dos perfis profissionais desejados para cada ocupação, adotação de código de ética, estabelecimento de uma política de sucessão, identificação e documentação de coluna de competência e execução de procedimentos estruturados para identificar os motivos pessoais de pedidos de movimentação interna. “É lógico que talvez seja impossível implementar todas as práticas de uma vez, o ideal é eleger aquelas cuja implementação é mais viável e que geram maior valor público”, explicou.

Diagnóstico do TCU sobre governança nos órgãos públicos

Para exemplificar o potencial de aprimoramento na área de governança no setor público, especialmente, na área de gestão de pessoas, Adriano Amorim apresentou o levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União em 2017 junto a 482 organizações públicas dos Três Poderes, por meio de questionário de autoavaliação respondido pela própria organização.

De acordo com o relatório, comparando as três áreas priorizadas o IgovPe é o que apresenta índice mais baixo com 41% de maturidade, o que constata que a gestão de pessoas precisa ser priorizada em todas as esferas e por todas as instituições. Já a governança em contratações atingiu 79% e o IgovTI 94% de maturidade, o maior grau de evolução. Quanto à gestão, a área de pessoas está na categoria inicial com 22%, já a área de compras apresenta resultado intermediário com 48% e tecnologia da informação está um pouco mais avançada com 54%.

Particularmente em relação à Gestão de Pessoas, a 18ª Região apresentou índice de 31%, estando classificada na categoria inicial, ocupando o 305º lugar entre as 482 organizações pesquisadas e 62º entre os 88 órgãos do Poder Judiciário que responderam à pesquisa.

Márcia Bueno
Seção de Imprensa – CCS

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