Estudantes do EJA integrado ao curso técnico em Segurança do Trabalho visitam Tribunal

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Kerlen Rocha e Ana Paula, estudantes do EJA.

O cabelo rosa faz sucesso por onde passa. De longe já dá para perceber a presença da estudante Kerlen Rocha, de 40 anos, que está concluindo o ensino médio e o curso técnico em Segurança do Trabalho na modalidade Pronatec EJA (Educação de Jovens e Adultos), no Setor Universitário em Goiânia. Ela está entre um grupo de oito alunos que visitou o Tribunal na manhã desta quarta-feira (23/11), em uma iniciativa que faz parte do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania, ação solidária da Associação dos Magistrados do Trabalho da 18ª Região (Amatra18) em parceria com o TRT Goiás e a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), que tem o objetivo de levar aos estudantes de escolas públicas noções de Direito e Cidadania.

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Estudantes, professores e magistrados na sala de audiências da 13ª VT de Goiânia.

Kerlen Rocha parou de estudar ainda na adolescência. Somente há dois anos, casada e com três filhos, ela conseguiu voltar aos estudos. “Foi muito proveitoso sair da sala de aula e vir conhecer pessoalmente o TRT. Esses conhecimentos práticos que tivemos vão nos auxiliar bastante quando estivermos atuando na área de Segurança do Trabalho”. A estudante Ana Paula, 21 anos, escutou atentamente as explanações dos juízes e disse que ficou impressionada com o TRT. “Essa visita foi esclarecedora e deu uma outra visão do Tribunal, de que não é só tensão, mas aqui a gente vê a paixão dos servidores e juízes pelo que fazem”, afirmou.

 

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Estudantes conhecem o funcionamento do Departamento de Atermação Verbal do TRT18. O juiz Luciano Crispim elogiou o trabalho dos servidores da unidade, que produzem ótimas petições.

Durante a visita, os alunos conheceram o funcionamento e a estrutura do TRT18 e os diversos serviços prestados, como o serviço de Atermação Verbal, em que as reclamações dos trabalhadores são reduzidas a Termo para iniciar o processo trabalhista sem a participação de um advogado; e o Centro de Conciliação, onde puderam assistir a algumas audiências. Eles também visitaram a 13ª Vara do Trabalho de Goiânia onde tiveram uma roda de conversa com a juíza Ana Deusdetith, coordenadora do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania da Amatra18, e os juízes Luciano Crispim, presidente da Amatra18, Pedro Menezes, da 13ª VT de Goiânia, e Narayana Hannas, da VT de Goiatuba, e, por fim, assistiram a uma sessão de julgamento da Terceira Turma.

 

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Juiz Luciano Crispim fala sobre as diversas fases processuais no TRT e como funcionam os julgamentos em primeiro e segundo graus.

O juiz Luciano Crispim ressaltou que a profissão de técnico em Segurança do Trabalho é muito importante para a Justiça do Trabalho. “São vocês que vão produzir a prova, vocês vão participar da audiência, sentar na cadeira e testemunhar o que vocês viram no ambiente de trabalho em processos relacionados a acidentes do trabalho”, disse. O juiz Pedro Menezes complementou ponderando que o acidente de trabalho não é um custo só para o empregado, mas para sua família, para o INSS e para toda a sociedade.

A visita foi acompanhada pela coordenadora de projetos da Núcleo de Organização e Atendimento Educacional, professora Elaine Nicolodi, e a supervisora de acompanhamento e avaliação do Pronatec, professora Sueid Mendonça. Ao final, os estudantes visitaram a sede da Amatra18, no prédio do Fórum Trabalhista de Goiânia, onde foi oferecido um lanche a eles.

Programa

A ida até o TRT18 é uma atividade complementar ao Programa Trabalho, Justiça e Cidadania, elaborado pela Associação Nacional dos Advogados Trabalhistas (Anamatra) e executado em parceria com as associações de magistrados de cada Região. A juíza Ana Deusdetith explicou que em um primeiro momento do projeto, os juízes fazem um treinamento com os professores sobre Direito do Trabalho. Depois, visitam as escolas, fazem palestras e respondem às perguntas dos estudantes; e, por último, os estudantes fazem uma visita ao Tribunal e depois produzem um texto sobre a Justiça do Trabalho. “O programa começa levando à escola o que é a Justiça do Trabalho, direitos e obrigações, e depois mostramos na prática como executar esses direitos”, explicou.

Lídia Neves/Seção de Imprensa

Ouça abaixo a notícia da Rádio Web TRT Goiás:

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