Comemoração de 30 anos da Justiça do Trabalho em Itumbiara é marcada por resgate de memórias

Facebooktwitteryoutubeinstagram

A comemoração dos 30 anos de instalação da primeira Vara do Trabalho em Itumbiara foi marcada por emoção e resgate de memórias de servidores, magistrados e operadores do Direito que fizeram história na unidade. A cerimônia aconteceu na noite de sexta-feira (29/11), na sede do Foro Trabalhista no município, ocasião em que também foi oficialmente inaugurado o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc). A 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Itumbiara foi instalada em outubro de 1989 e, em dezembro de 2012, devido à expressiva movimentação processual, foi inaugurada a 2ª Vara do Trabalho.

O presidente do TRT-18, desembargador Paulo Pimenta, agradeceu aos presentes à cerimônia e, em especial, ao ministro e vice-presidente do TST, Renato de Lacerda Paiva, coordenador da Comissão Nacional de Promoção à Conciliação, assim como ao vice-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Nicomedes Borges, que foi o primeiro juiz classista da VT de Itumbiara. Paulo Pimenta felicitou os juízes Radson Rangel (titular da 2ª VT e diretor do Foro), magistrado que tem mais tempo de atuação na unidade, e Rosane Gomes Leite, que atuou por um bom tempo como juíza auxiliar e recentemente tomou posse como juíza titular da 1ª VT de Itumbiara.

Ministro do TST Renato de Lacerda Paiva

O ministro Renato Paiva agradeceu o convite do TRT-18 para participar da solenidade e afirmou que o Cejusc resgata as raízes da Justiça do Trabalho, trazendo para a modernidade o que vem sendo feito há mais de 70 anos, mas de modo intuitivo e pragmático. “Hoje, passamos a cumprir nossa missão institucional de modo científico, com conciliadores capacitados pelas escolas judiciais, em ambiente adequado e com a utilização de um novo conceito de procedimento”, afirmou o ministro ao mencionar que são utilizadas atualmente técnicas modernas de conciliação, conforme a Resolução 174/2016, que dispõe sobre a política judiciária nacional de tratamento adequado das disputas de interesses na Justiça do Trabalho.

“Hoje, capacitamos nossos servidores e juízes para fazerem a conciliação com essas técnicas modernas que têm o objetivo de resolver o conflito, não só o processo”, relatou Renato Paiva. Ele explicou que no passado a preocupação era conciliar para acabar com o processo. “Hoje, nós trabalhamos para acabar com o conflito e encontrar a melhor solução possível para as duas partes. Então isso tudo é feito nos Cejuscs, essa rede de centros de conciliação espalhada por todo o Brasil, coordenada por juízes e servidores altamente capacitados”, esclareceu. Segundo ele, o índice de conciliação na Justiça do Trabalho está na média de 39%, já no Cejusc essa média sobe para 44%, sendo que o Estado de Goiás está bem acima da média nacional.

Homenagens

Juíza Antônia Helena Taveira foi uma das homenageadas

Vários magistrados foram homenageados em reconhecimento pelo trabalho prestado na Justiça do Trabalho em Itumbiara, como a desembargadora aposentada Elza Silveira e os juízes Celso Moredo, Antônia Helena Taveira, Sebastião Alves Martins, Rodrigo Dias e Radson Rangel. “Eu não tenho dúvidas de que, ao longo desses 30 anos, a Justiça do Trabalho em Itumbiara fez a diferença na concretização de uma sociedade mais justa e solidária por meio da solução dos conflitos das relações de trabalho. E reconheço esse mérito a todos os magistrados e servidores que aqui atuaram”, ressaltou o desembargador Paulo Pimenta.

O presidente do TRT também lembrou o juiz Orlando de Paula e Silva, que faleceu em um acidente quando retornava a Goiânia após uma semana de trabalho em Itumbiara. Ele comentou que, em 2010, o Pleno do TRT-18 homenageou o magistrado atribuindo o nome dele ao Foro de Itumbiara, ressaltando, todavia, que com a mudança de prédio esse episódio acabou se perdendo. “Estamos falando em resgate de memória, em reconhecimento de méritos, e o Tribunal está em dívida com Itumbiara e com o juiz Orlando de Paula e Silva. Nós vamos resgatar essa dívida o quanto antes e colocar o nome do juiz Orlando na entrada do Foro”, prometeu.

Memórias

Desembargadora Elza Silveira com Renato de Lacerda Paiva, ministro do TST

A desembargadora aposentada Elza Silveira, que atuou como presidente da Vara do Trabalho de Itumbiara entre 1992 e 1993, também recobrou importância do juiz Orlando de Paula na história da unidade. “Eu vim para Itumbiara depois da morte do juiz Orlando e tudo foi muito comovente, porque ele era um juiz muito bom, muito justo, muito competente”, recordou. Elza Silveira mencionou que naquele tempo o prédio era muito acanhado, com instalações simples, e ainda se usava máquina de datilografia. “A coisa mais importante é a gente receber bem o trabalhador, que já vem cansado e desanimado, em um lugar bom e bonito, em que ele é bem tratado por magistrados e servidores”, afirmou. Ela ainda mencionou a época em que Nicomedes Domingos Borges, hoje desembargador vice-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, atuou na Vara do Trabalho de Itumbiara como juiz classista..

O desembargador Nicomedes Borges disse que se sentiu muito honrado com o convite para participar da comemoração dos 30 anos da Justiça do Trabalho em Itumbiara, sua terra natal. “Eu sei que fiz parte dessa história e tive isso reconhecido pelo presidente Paulo Pimenta. Fico muito honrado e muito emocionado com isso”, declarou o desembargador e ainda mencionou que atuou por seis anos como juiz classista da unidade, trabalhando ao lado das magistradas Dora Maria da Costa, Elza Silveira, Kathia Bontempo, Antônia Helena e do juiz Breno Medeiros.

Já o juiz Sebastião Alves Martins também rememorou a época em que foi juiz da Junta de Conciliação e Julgamento de Itumbiara, tendo auxiliado na transferência para o novo prédio, em 1998. Ele contou que, ao sair de Itumbiara quando saiu de Itumbiara para assumir uma Vara do Trabalho em Anápolis, foi com o coração partido. “Fui muito feliz em Itumbiara”, revelou.

Juiz Celso Moredo com Renato de Lacerda Paiva, ministro do TST

Para o juiz Celso Moredo, que passou pela Vara do Trabalho de Itumbiara entre os anos de 2004 e 2006, a unidade é uma das melhores da Justiça do Trabalho em Goiás. “Eu trabalhei em um prédio bem modesto que ficava no centro da cidade, não era ruim mas também não era o ideal. A Justiça do Trabalho como um todo evoluiu muito em termos de recursos humanos e materiais. Eu estou muito feliz de ver as novas instalações”, afirmou.

Inauguração do Cejusc

O diretor do Foro de Itumbiara, juiz Radson Rangel, que atua há 13 anos como magistrado da unidade, destacou que o prédio hoje também é fruto da sensibilidade do então prefeito José Gomes e do desembargador Nicomedes Borges, que trabalhou intensamente para conseguir um local sem ônus para o Tribunal. Ele ressaltou o trabalho dos juízes antecessores e que a celeridade na prestação jurisdicional sempre foi uma marca da Vara do Trabalho de Itumbiara. Radson Rangel ainda destacou o poder municipal de Itumbiara como parceiro institucional e os advogados trabalhistas altamente capacitados e imbuídos na busca da justiça.

Juiz Radson Rangel com o ministro Renato de Lacerda Paiva e os desembargadores Paulo Pimenta e Daniel Viana

Sobre a comemoração dos 30 anos da unidade, o juiz afirmou que é uma marca para se comemorar, por serem poucas as unidades que têm essa idade de atuação efetiva e busca de solução de conflitos trabalhistas. “Itumbiara é um polo importante para o Estado e a presença da Justiça do Trabalho aqui possibilita que os conflitos possam ser solucionados de uma forma mais célere e efetiva”, destacou. Radson Rangel relatou que, desde o início do ano, o Foro de Itumbiara passou a se dedicar mais à resolução dos conflitos por conciliação, mas de maneira informal, mais pela iniciativa dos juízes. “Com a inauguração do Cejusc, temos condições de caminhar rumo a esse objetivo de ser não apenas um local de aplicação da lei, mas antes um amparo à pacificação social”, destacou.

O desembargador Daniel Viana Júnior, vice-presidente do TRT-18 e coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Nupemec), relatou que, a partir do pedido dos juízes do Foro de Itumbiara, o Nupemec deu todo o apoio de gestão para a instalação do Cejusc em parceria com as equipes de Engenharia, Corregedoria e Escola Judicial. “O Cejusc é mais uma ferramenta de que a Justiça do Trabalho dispõe para fomentar ainda mais a conciliação. O objetivo principal é tentar conciliar as partes, empregado e empregador, e depois então, não tendo sucesso na conciliação, os juízes julgarem os dissídios”, afirmou o desembargador ao mencionar que os Cejuscs hoje estão mais aparelhados, com conciliadores capacitados e uma melhor estrutura.

Equipe de Itumbiara

O presidente da seccional da OAB em Itumbiara, Márcio Rodrigues Vieira, afirmou que a instalação do Cejusc é mais uma vitória para a sociedade de Itumbiara, que tem mais de 100 mil habitantes e um grande número de processos trabalhistas. Ele destacou, finalmente, a importância da existência das duas Varas do Trabalho para atenderem a região e que o Cejusc é mais uma ferramenta na pacificação dos conflitos. “Esses 30 anos devem ser comemorados pela população e pelos trabalhadores que usufruem de uma Justiça do Trabalho rápida e eficiente”, reconheceu.

Lídia Neves
Setor de Imprensa/TRT-18

Facebooktwitter

Esta matéria tem cunho meramente informativo, sem caráter oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
Coordenadoria de Comunicação Social
Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
comunicacao@trt18.jus.br

Esta entrada foi publicada em Notícias, TRT18. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Os comentários estão encerrados.